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"Joias que contam histórias" - Marketeer

É assim que Maria João Bahia, uma das mais internacionais designers portuguesas de jóias, define as suas colecções. Gosta de olhar para o mundo, para o desenho, para a História e histórias e replicar em objectos únicos. É assim há 35 anos. Um trabalho que a levou a instalar-se na Avenida da Liberdade e que a poderá afirmar ainda mais a nível mundial, depois da abertura da loja online
 
MARIA JOÃO BAHIA
«Criar jóias é materializar histórias, é transformar memórias em belos objectos intemporais.» A visão é de Maria João Bahia, designer de jóias, que se tornou referência de peças de autor, ou não procurasse inovar continuamente, desenvolvendo colecções enquadradas em elementos universais!
A primeira oficina abriu-a em 1985, depois de um curso de Ourivesaria e dois estágios práticos. E os convites (e viagens) iniciais não tardaram. Começa por trabalhar para clientes, a que se seguiram exposições individuais. Mas, sempre, com jóias de base muito orgânica, a partir de pedras e com histórias para contar. Jóias que a diferenciaram e lhe pautaram o percurso, o qual vai sendo intervalado com pedidos de empresas que têm chegado a um ritmo cada vez mais sequenciado. Como é o caso dos troféus, área em que se iniciou com o desenho dos Globos de Ouro, para a SIC, e que ainda hoje continua a estender-se, de peças desenvolvidas para algumas instituições bancárias, ou de algumas para espectáculos... de Filipe La Féria. «Fiz imensos adereços de teatro, que são peças que têm que ter uma dimensão muito maior», recorda.
E se todas as arestas têm vindo a ser limadas, Maria João ainda hoje pergunta a si própria, por vezes, como é que entrou em todo este circuito. Os «obstáculos eram imensos», reconhece. Mas a vontade obstinada e a determinação que a caracterizam foram factores que comandaram.
Hoje, em jeito de eleição de alguns projectos em particular, sugere uma edição limitada para a Hermès, um relicário para o Papa Bento XVI, aquando da sua visita a Lisboa, ou algumas jóias singulares para clientes.
Já disse que não a propostas que não se enquadravam na sua área. Mas, o que nunca recusa é algo que se mostre desafiante. Agarra e vai. Como o projecto para a comemoração dos 300 anos do Convento de Mafra ou, mais recentemente, para o centenário das Aparições de Fátima - trabalho que nasceu de uma proposta avançada pela autora, que mereceu a chancela do Santuário e que, no final, resultou na colecção, que é composta por oito peças com séries limitadas e numeradas, maioritariamente terços.
As peças estão todas a ser produzidas em edições limitadas, de 100 unidades, no caso das que têm a chancela do Santuário, ou seja, o Terço União, a Cruz Symballein, esta última a peça maior desta colecção, que pretende homenagear a vinda de Sua Santidade o Papa Francisco a Portugal, tendo como fio condutor o tema da "agregação". Em paralelo, e tendo então como base estes dois produtos, Maria João Bahia inspirou-se nas peças que mereceram a chancela do Santuário de Fátima e avançou para a criação de uma colecção de peças mais pequenas alusivas às comemorações do Centenário das Aparições de Fátima, a acontecer este mês de Maio.
 
M.ª João Vieira Pinto
Leia a entrevista completa no pdf em anexo.